A corrida para ampliar a infraestrutura de inteligência artificial passou a pesar na avaliação de risco de algumas das maiores empresas do setor.
A S&P Global Ratings manteve a nota da Meta em AA-, mas mudou a perspectiva de estável para negativa. A agência citou incertezas sobre o volume elevado de investimentos em infraestrutura e o fluxo de caixa livre negativo da companhia.
A empresa também informou que, no terceiro trimestre, teve fluxo de caixa livre negativo de US$ 2,12 bilhões. Segundo a reportagem, foi a primeira vez que a Meta ficou no vermelho nesse indicador.
Além disso, a Meta prevê investimentos de capital entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões em 2026, incluindo gastos ligados à expansão da infraestrutura de IA.
A pressão sobre os números aparece também na reação do mercado. Depois do balanço, as ações da Meta caíram 7%, e outubro terminou com recuo de 15% nos papéis.
No caso da Anthropic, a avaliação é diferente: a empresa pode receber nota na faixa BB em uma eventual abertura de capital, segundo previsão atribuída à Blackstone e citada pelo Financial Times.
Uma nota nessa faixa fica abaixo do grau de investimento e colocaria a empresa na categoria especulativa. A reportagem diz que isso pode dificultar a captação de recursos para ampliar a capacidade computacional da companhia.
A previsão, porém, não é uma nota oficial já atribuída à Anthropic. A empresa desenvolve a família de modelos Claude e ainda não abriu capital.
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